Você nunca quis que eu fosse lésbica. Você nunca quis que eu fosse jornalista (ainda não, mas estou indo de encontro para.). Você nunca quis que eu fosse gorda. Você nunca quis que eu morasse longe. Você nunca quis que eu tivesse cabelo colorido e curtinho. E veja só você no que foi que eu me tornei: naquilo que você não queria. E isso não foi escrito com ironia, mãe. Eu sou subversiva por natureza, percebe? Não faço de propósito, é que eu acredito em mim dessa forma, só assim me sinto bem, forte suficiente pra vencer toda essa muralha de desafios que eu tenho pela frente.
  • milene

    Oi sou Milene, bom CMG foi normal eu disse apenas pra minha mae pois n tenho boa convivência com meu pai, mas creio que ele já sabe …
    Ela aceitou, e me deu maior apoio no namoro.
    Namoro +- uns 8 meses, escondido da família dela ate que tentamos contar,mas já sabíamos a resposta.( “Não”, assim a mãe dela disse, e se VC for lésbica esquece que um dia teve mãe)…
    Sabe eu fico sem saber uq faço???
    Pq prum lado eu não vou desistir da pessoa que eu amo ,
    Mas pelo outro lado é mãe dela eu não posso tirar isso dela…
    (Dethale a mae dela era minha amiga de festa de reinado, a gente contava piadas ria pra caramba juntas ,hj em dia ela me vê e fecha a cara)
    É imprecionante como isso,essa coisa boba muda as pessoas …
    Eu acho que só tempo muda as pessoas.

  • Maria odete

    Eu não entendo por isso finjo que não sei de nada

  • T.A.

    Simplesmente emocionada com tantos depoimentos, tenho 15 anos e desde sempre senti atração por garotas, aos 12 minha mãe descobriu e me mudou de bairro, escola, mudou meu numero de telefone e manipulava minhas redes sociais só para garantir que eu não veria minha namoradinha da época, caiu em depressão, meu pai queria me mandar à um colégio interno, minha irmã sempre me apoiou, já faz um ano e meio que minha irmã saiu de casa para seguir seus sonhos, conheci uma nova garota e estou a um dia de completar 5 meses de namoro depois de enfrentarmos 3 meses de namoro a distância e 4 meses separadas, eu à amo muito e nos últimos dias tenho sofrido demais por querer me abrir com minha mãe e ter medo da reação, medo de acontecer tudo de novo, de ser forçada a frequentar igrejas, de ver ela fechar a cara quando falo das minhas amigas lésbicas. Vi aqui depoimentos de pais que aceitaram suas filhas de cara, ah como eu queria que tivesse sido assim comigo, como eu queria que minha mãe conhecesse minha garota e visse o quão maravilhoso é o caráter dela, que ela me completa e me faz muito feliz.. Um dia ainda volto aqui e deixo outro depoimento talvez bom, talvez não.. enfim.. Te amo mãe! Larissa, te amo meu amor! <3 #DaiMeForçasSenhor

  • Érica

    Parabéns por dividir com a gente essa história de superação emocionante!!! No meu caso eu ainda tenho algumas dúvida se sou lésbica ou bissexual, tenho 20 anos e nunca namorei (só fiquei com alguns poucos garotos. Mas acredito q sou mesmo lésbica. Tenho pensado mto ultimamente, em um jeito de contar para a minha mãe o que sinto por outras mulheres. Mas não acredito que ela possa vir a aceitar a minha condição sexual, Já que em um outro dia, em q se estava discutindo na rádio sobre o que as pessoas achavam de pessoas q se relacionavam com pessoas do mesmo sexo, ela ao ouvir a nossa manifestação (minha e da minha irmã +nova) a favor deixou claro que ela era contra. Bom daí já da pra se ter uma idéia de q ela também ñ irá me aceitar. De qualquer forma, mesmo q ela ñ me aceite ou me expulse de casa não muda o que sinto, eu não quero magoá-la (nem uma de nós queremos isso!) Só espero q quando eu contar, no tempo dela, ela entenda isso e que saiba que o meu caráter e minha índole continuam sendo os mesmos q ele me ajudou a moldar. Mãe eu te amo.

  • Paulo

    Sou pai de uma menina super talentosa, inteligente e virtuosa que namora uma linda garota que também aprendi a admirar. Por acaso vim parar neste blog e acabei lendo emocionado este belo texto, que se diz direcionado às “mães que tem filha lésbica” mas que na minha opinião deveria ser lido e relido por todos, pais, mães, irmãos, qualquer pessoa, pois talvez assim a sociedade em que vivemos resolvesse rever alguns de seus conceitos. Antes de tratarmos do assunto com nossa filha, eu e minha esposa já conversávamos a respeito, e de certa forma já estávamos “preparados”. Tenho educação mais rígida e machista que minha esposa, mas nunca tive dúvidas em defender a felicidade das minhas duas filhas acima de qualquer coisa. E, acredito, isto deu segurança para que ela nos procurasse e revelasse seu relacionamento com outra garota. Respondi-lhe com firmeza que isto não mudava nada, continuávamos orgulhosos por ela ser nossa filha e que o que nos importa é que ela seja feliz. Hoje percebo que eu próprio melhorei muito como pessoa depois dessa revelação e a forma como lidamos. Afinal, o que há de errado em duas pessoas se amarem? Quando alguém me fala, com críticas, que viu dois rapazes se beijando, respondo prontamente que não vejo nada de errado, é muito melhor eles se beijarem que trocarem socos entre si. Como disse uma outra mãe, estamos mais felizes porque temos mais uma filha da qual nos orgulhamos muito também. Mais uma vez, parabéns pelo texto e postura diante da vida, Jéssica!

  • A

    Três da manhã, estou aqui sem conseguir dormir pelo fato de me identificar muito com o texto.
    No caso, sou a filha. Ta difícil, muito difícil.
    Queria usar todas suas palavras para falar com a minha mãe, mas nao consigo!
    O texto foi muito motivador, no momento certo sinto que vai me ajudar muito.

  • coral

    acabei de ser expulsa de casa, resolvi ler esse texto que um amigo mandou. Incrível como você descreveu minha vida, meu irmão falecido e meu padrasto imprestável e agressivo. Não tenho palavras pra agradecer por ter lido tudo o que eu sinto ainda com um nó na garganta.

  • Sempre desconfiei, porque minha filha de 20 anos nunca namorou, tentava conversar com ela e ela se esquivava, um dia ela levantou da cama chorando, porque a mãe da menina que ela se relacionava queria falar comigo, ela entrou em pânico, detalhe a menina era de outro estado, virei pra minha filha e falei:Vc está gostando dessa garota? Ela disse que sim, e que sempre gostou de meninas. Hoje a menina mora conosco e ganhei outra filha, amo minha filha demais .só quero ve-la feliz. Só tenho medo do preconceito alheio.mais vou estar sempre ao lado delas, pro que der e vier, sua sexualidade não mudou o seu caráter, respeitosa, estúdios e talentosa.amo demais

  • Raquel

    Estou me sentindo muito emocionada com o seu texto Jéssica, e passando por um momento muito difícil, a minha juventude inteira eu me reneguei, cheguei a me casar com uma pessoa do sexo oposto só pra satisfazer o que a sociedade e principalmente meus pais julgavam como correto, tive uma filha, mas a dois anos atrás não conseguí mais negar a minha orientação sexual.
    Porém nunca tive coragem de falar nada a minha família. E a minha covardia em chegar e conversar acabou tendo uma consequência que vai ser difícil de contornar… Na semana passada meu irmão me viu em uma casa de festas com a mulher que eu sou apaixonada e estou me relacionando, me deu um tapa na cara, me chamou de vagabunda e de todas coisas ruins que se possa imaginar. Eu que nunca admití desrespeitos em relação a minha orientação, me ví imóvel e sem saber o que fazer, porque só pensei na minha mãe. Desde esse dia a minha família não fala mais comigo e não conseguí mais ver minha filha, que passa mais tempo na casa dos meus pais pra que eu possa trabalhar e estudar.
    Tenho 27 anos, sou uma mulher independente, mas nesse momento estou me sentindo totalmente sem chão e sem saber como conseguir conversar com a minha família. A criação deles foi rigorosa, família evangélica, que não aceitam e acham que isso é doença ou simplismente, como meu irmão me entitulou, acham que isso é vagabundagem. Preciso conseguir dizer pra eles de alguma forma que a minha preferencia por mulheres não mudou o meu caráter, minha índole, que isso é algo íntimo… Estou me sentindo perdida, com saudades da minha família e sem saber como dar o primeiro passo. A unica coisa que é certa é que vou enfrentar um preconceito que vai ser mais doloroso, além da sociedade, da minha família, que eu amo tanto. Mas que não posso me obrigar a viver anos e anos da minha vida renegando quem eu sou, ainda mais agora, que conhecí a mulher que me despertou um amor incondicional, e que eu enfrento qualquer dificuldade por ela.
    Esse sentimento de ser renegada e desprezada pela família é muito doloroso, não sei o que fazer!

    • mel

      gostaria de saber como voce está agora. Conseguiu superar. Passando por algo parecido.

  • Angela

    Minha filha ontem me disse que gosta de meninas, passamos horas conversando. Nada mudou, meu amor sempre será o mesmo. Aconselhei apenas que ela se faça como ser humano do BEM. Que nada a impeça de prosseguir seus sonhos. E desejo profundamente que ela seja FELIZ. Não é uma opção sexual que muda o caráter de uma pessoa. Ela é uma pessoa educada. Tranquila. E dei muito carinho pois sei o que a espera pela frente. E sei que essa guerra que ela irá enfrentar não será somente dela. Será nossa! JAMAIS irei abandoná-la . Ela não deixou de ser minha filha. Ela continua sendo um ser humano. Digno de respeito e admiração. E por ela ser a pessoa mais maravilhosa desse mundo, sempre será minha filha amada! Acho que temos que EVOLUIR. Como pessoas e como espírito. Vamos continuar lutando contra o preconceito!

    • Nênis Vieira

      Olá Angela, obrigada pelo comentário e por dividir sua experiência conosco. Apenas um parecer, quando falamos de sexualidade, não podemos incluir como opção e sim como orientação, pois se fosse possível escolhermos, muitas coisas não seriam debatidas, não é mesmo? Fico feliz em saber que tem uma de nós com uma base familiar que a apoia e auxilia, pois diariamente isso é pautado pra nós. Continue comentando! Abraços.

  • Ana karlineoline silva chalub

    Minha mãe não aceita eu ter um relacionamento com uma mulher

  • Bom minha mae nao aceita a minha cãosição ela fico sabendo que eu gosto de mulher mas ela disse que nao aceita isso

  • vi

    eu tenho 16 anos, contei hoje para minha mãe, que sou homossexual, ela olho para mim e “disse que prefere ter uma filha prostituta do que uma filha lésbica”. Eu fiquei sem palavras me levantei da mesa fui para um cantinho da minha casa, fiquei em estado de choque por uns 30 minutos e depois que voltei a realidade, eu falei para eu mesma “O preconceito da minha mãe não vai mudar minhas escolhas, faltam apenas 1 ano e 6 meses para eu completar 18 anos de idade e quando eu poder sair de casa eu não temerei me assumir diante da sociedade”, minha opção sexual não interfere na vida de ninguém, e amar uma mulher não é um bicho de sete cabeças, sei que sentirei falta de minha mãe, porém não posso deixar que ela me obrigue a ser infeliz.
    Não posso dizer que estou feliz, porém sei que essa tristeza vai ser passageira.

    • Nênis Vieira

      oi Vi, contar para nossos pais sobre nossa sexualidade é realmente um tremendo passo nas nossas vidas, e dói demais quando não somos aceitas e ouvimos tudo o que é barbaridade de quem mais esperamos apoio. sua sexualidade não é uma opção, viu? se pudessemos escolher, acho que as coisas seriam bem diferentes para todas nós. pode ser complicado pra sua mãe aceitar e entender, mas o tempo e o diálogo são essenciais, mesmo. desejo força e sorte pra você, nossa caminhada é longa e pesada!

  • Carla Cruciene

    Procurando texto sobre filha lésbica, encontrei o seu é me emocionei, minha filha se abriu comigo e com o pai, a gente já desconfiava, não quer dizer que não foi um choque, porque sempre quando eu o o pai conversava a gente acha que poderíamos está enganados mas não ela e gay, e hoje eu sinto aliviada porque sei que para ela estava sendo muito difícil guardar esse segredo. Conversamos eu e o pai estamos do lado dela para apoiar, amar.

  • Mãe Maravilha.

    Minha filha me falou ontem a respeito dos sentimento dela…apesar que eu já desconfiava, aliás toda Mãe sabe e presente tudo sobre um filho. Mesmo ela sendo ainda a adolescente de 14anos, deixarei a cargo dela, suas próprias decisões…
    Sei que é clichê falar que nada mudou…muda sim, ou melhor molda se, transforma se…temos que nos moldar à nova realidade.
    Agradeço imensamente esse texto muito bem vivido e exemplificado… Servirá de base pra minha conversa com ela hoje. Beijos.

  • Adorei seu texto, au lelu eu lebrei quando contei aos meus pais que era lesbicas e da frase que eles falaram. Mais so com o tempo para eles mudar seus conseitos. Hoje estudo e trabalho sou independente e moro com meus pais eles ainda não mim aseitam, acham que vou mudar. Mais sou o que sou grassas a meu anjo Any a mulher da minha vida, queria que mim mae le-se esse texto tão lindo que vc escreveu e que ela abrice os olhos.

  • Fer

    Parabéns pelo texto,confesso que quase nunca comento em textos que leio,porém suas palavras me emocionaram de tal forma que não tive como não comentar. Vivo um conflito por ter que esconder que sou lésbica e que tenho uma namorada,é tão doloroso ter que esconder algo que pra você é tão natural e para as pessoas é errado. Mas espero que um dia possamos viver livres.

  • Flavia Alcântara

    Minha mãe disse que prefere a morte, a ter uma filha “sapatão”. Tenho 28 anos, uma filha de 3 e já tentei várias vezes me relacionar com o sexo oposto. Infelizmente, por incoerências de atitudes e do destino ainda moro com meus pais, e tenho por eles um respeito inexplicável. Tenho medo de magoa-la, pois sei que ela não merece, mas ao mesmo tempo me sinto infeliz e incompleta por omitir algo tão importante.

    • Priscila

      E sempre assim, eles dizem que não criaram filhos desse jeito e acabam não aceitando, mas você sabe que e um sentimento puro então não desiste, isso não e errado, não foi uma escolha sua, você nasceu assim! Vai la e seja feliz assim e a vida varias barreiras mas no final uma VITORIA!

  • Procurando no google sobre poesia gay “me aceitam pela metade” justamente para escrever um artigo no meu blog, te encontrei guria e quero dizer que sua vida já é uma grande poesia, parabéns pelo texto, em um tempo onde o ceticismo nos sequestra, sua escrita nos emociona, abraço!

  • Marii

    Eu tenho 16 anos e lembro mt bem da reação da minha mãe quando soube qe eu era lésbica, foi o pior dia da minha vida, eu não esperava isso dela, pois eu sempre tive uma ótima relação com ela, mas quando eu contei ela chorou e não olhou na minha cara por 3 dias até que eu tentei falar com ela mas ela chorou ainda mais, disse que tinha que sofrer calada, não poderia contar pra ninguém “isso” e que ela me amava mas nunca vai aceitar, ela sabe que eu namoro uma garota mas ela finge que esse relacionamento não existe, quando ela fica no computador cmg e minha namorada me chama, ela fica observando e a cara dela é um misto de nojo e indiferença, dói muito saber que não vou poder contar com ela, e se meu pai souber, aposto que sou posta pra fora de casa, ou ele vai embora…queria que eles pudessem entender meu lado, pudessem me apoiar, mas sei que deles só virão críticas e olhares que vou me arrepender de olhar…
    Enfim, teu texto fico perfeito, sem mais palavras para descrever <3

  • Fran!

    Bom Dia!

    Estava procurando na net mais informações sobre como lidar, quando se descobre que um filho é gay. E me deparei com seu texto. Sou o outro lado da historia sou Mãe, e acabei de descobrir que minha filha de 15 anos esta apaixonada por uma menina, alias ela já esta se relacionando com ela. Sei que talvez pela idade ela esteja buscando suas preferencias. Como se diz, experimentando. Mas sei tambem que é exatamente agora que as coisas se definem. Não fiquei chocada, não me desesperei acho que minha frieza inexplicavelmente esta me ajudando. O sentimento que me consome e saber como será difícil esta jornada, como será complicado para ela lidar com os preconceitos e indiferenças. NÓS MÃES quando tomamos alguma atitude contraria a essa opção (Pelo menos EU) não e pensando no sentimento, no amor até sei que o AMOR é relativo e inescapável. Na verdade meu Pré Conceito é MEDO, medo do que minha pequena irá passar. Falei para ela o seguinte: para ela esta preparada para as adversidades que terá pela frente, pra fazer o diferencial em outros âmbitos de sua vida para que possa erguer a cabeça e dizer EU SOU MULHER GUERREIRA E INTELIGENTE e para o fato de sua opção sexual não atrapalhar em suas conquistas. Que estarei do lado dela sempre. Que só exijo que ela seja do bem, responsável e acima de tudo humana .

    Mães! As lágrimas me tomam nesse momento, sei que idealizamos para nossos filhos o conto de fadas que talvez quiséssemos para nos. Acho que os contos mudaram. Assim como eu, em minhas orações vamos pedir ao Senhor Jesus proteção aos nossos filhos.

    Filha amada mamãe Te Ama infinitiva mente, minha pequena princesa. Estou do lado sempre! Só não deixa a vida te machucar use sua independência também para se proteger. Mamãe TE AMA!

    • Andy

      Fran. Obrigada . So Deus sabe o q to sentindo.

    • Andy

      Sou mae.

  • Natacha

    Menina lindo texto. Me identifiquei e ainda me identifico com muita coisa ai, pois faz mais ou menos um ano que contei aos meus pais e as minhas irmãs que gostava de meninas.

  • Dayana

    Eu li e reli seu texto. Me sinto perdida minha unica filha e homossexual apenas 15 anos nunca namorou se sente atraida por meninas nw sei que conselhos dar nw sei que conselhos me dar … Ta dificil so queria morrer e leva-la comigo nw vou suportar ve-la passar por preconceitos … Por favor me de uma palavra de incentivo antes que o desespero me faca enlouquecer ….

    • sppsrpprpt

      Eu tenho 15 anos e tou praticamente nessa situação da sua filha apenas le tenho a dizer para aceitar a sua filha independentemente das orientações sexuais dela pois nós não temos culpa disso apoia pois isso irá ser mt importante

  • Thelmise Silva Pinheiro

    Eu venho aqui nesta noite dizer que a minha tristeza é muito grande, pois hoje ouvir da boca da minha mãe que ela tem vergonha da minha opção sexual que é gostar de mulher, isso me magou muito e não estou conseguindo perdoar por isso, eu ao a mulher que está comigo e tenho muito orgulho disso e queria muito sentir que minha mãe me ama, mas ela tem vergonha de mim, trste…..

  • Tathiane Lopes Esteves

    Tb sou lésbica, tb sou gorda, tb sofri com a incompreensão da minha mãe, só não sou negra (mas sofro preconceito pela minha religião afro-brasileira). Três anos atrás, qdo minha mãe descobriu que sou homossexual, escrevi uma carta pra ela, então ela passou a me tratar melhor. Se vc quiser, me passa seu e-mail que eu te envio a carta. Parabéns pelo belo texto!

  • Alessandra

    Hoje sei que a dor que avassala ao sermos colocados frente a situação é a dor de ter que se reprogramar. Entendi que a mim cabia somente ama-la e não a de definir com quem minha filha vai se relacionar afetiva/sexualmente. Mas aprendi que respeito encontramos em nós mesmos e depois de muitas conversas chegamos a conclusão que a partir da postura dela seria dado retorno pelas pessoas, ainda que de forma hipócrita. Então sapatão, homossexualismo, lésbica não são termos bem vindos em minha casa. Aqui temos uma filha e ponto. Quanto a sua sexualidade pouco me importa, hoje posso dizer que sou fã da namorada, mas amanhã se for um homem, outra mulher ou um cavalo…. ainda assim não aceitarei que a definam por suas escolhas. Inteligente minha menina que me mostrou que independente das escolhas ela nunca deixaria de ser minha filha amada. Quando ao visual, ser gorda, cabelo curto, posso dizer sou toda tatuada, cabelo crespo e uma das pessoas que mais me fotografa é meu sogro, um senhor de 83 anos, militar. Ele sim, na sabedoria adquirida, entendeu que sou mais que visual, tal como aconteceu comigo gostaria que você desse a sua mãe a chance de enxerga-la como filha e garanto a você, livre de estereótipos fica bem mais fácil compreender.

  • Marcos

    Muito bonito o seu texto, Jéssica. Muito bonito.

  • tiago

    Perfeito.. não é preciso dizer mais nada.

  • Lindo texto, isso não aconteceu comigo, porque sempre tive um diálogo bem aberto com minha mãe, ela sempre foi minha melhor amiga, e quando eu me apaixonei verdadeiramente pela primeira mulher eu tinha 20 anos,e tive uma conversa com ela, no começo da conversa ela estranhou, mas expliquei meus motivos…ela me aceita e me ama, me incentiva a correr atrás do meu futuro, eu agradeço a mãe linda e boa que eu tenho(te amo mamãe)…eu com 23 anos hoje, me deparo em uma situação terrível, mas é em relação a minha ex namorada, os pais dela não aceitam a opção sexual de jeito nenhum, já internaram ela e de nada adiantou, e agora q me envolvi com ela eles estão retomando novamente um tratamento com um psiquiatra, pois eles acreditam que isso é desvio de caráter dela, que é surto psicótico e etc…eu vejo que ela sofre muito com tdo isso…eu queria poder ajuda-lá, eles usam a bíblia para fazer ela acreditar que realmente ela esta errada, que Deus fez o homem pra mulher e mulher pro homem enfim…ela é de uma família muito tradicional, eu creio que se ela seguir o que eles querem para ela, ela vai sofrer muito…eu queria muito poder ajuda-lá mais não sei como…pois nem sair de casa pra conversar ela pode…me sinto impotente. =(

  • Paula

    Jéssica, vc mandou muito bem!
    Sua mãe e (muitas outras) ainda terá muito orgulho de vc (e das filhas delas).

  • Francisco Corrêa

    Parabéns Jéssica ! você fez um depoimento corajoso e transbordante de amorosidade por sua mãe. Além disso, seu relato deixa claro que a superação de preconceitos é a marca registrada de um novo tempo. Sou educador social e lido direto com o preconceito.

  • Sandra

    Sou mãe de gay e senti a mesma coisa que sua mãe, há exatos 8 anos. Parecia que uma tsunami tinha varrido a minha vida. Não reconhecia mais o meu filho. Porém, nada mais que um dia após o outro. Eu entendi que meu filho não havia escolhido nada, que não havia culpados. Ele era assim, como eu era de outro modo. Joguei os meus mais belos sonhos fora e reconstruí outros. Hoje, me reinventei. Me reinventei por amor ao meu filho. Hoje, somos mãe e filho integrados. Não há nada errado com nenhum de nós. Mas sei que o caminho foi difícil, tanto para mim, como para ele. Sei que vc me entende. A palavra é paciência. Não desistir nunca do que você é, como meu filho fez. Parabéns pelo relato, pela força, pela determinação e por ser quem vc é. Não desista nunca!

  • Felipe Andrade

    Parabéns Jéssica Ipólito, além de linda e maravilhosa você é uma grande escritora.
    Saiba com isso, você está ajudando muita gente e não se preocupe logo, logo sua mãe vai estar ajudando outras mães, a minha ainda chega em casa chorando quando alguém pergunta a ela se sou Gay, tento deixar claro a ela que ela não é pra ficar triste com esse tipo de perguntas, e sim dizer a verdade, ela acha tudo isso muito ofensivo, mas nunca me desprezou por conta da minha homossexualidade, tenho uma mãe maravilhosa “me aceita” mas não quer saber de nada da minha vida pessoa, não quer e nem aceita homem nem um vir a minha casa.
    Jéssica saiba de uma coisa, você é uma menina especial, diferente apenas de padronagem, assim como também sou, mas o que vale mesmo de tudo isso é um coração bom, lutar por aqui que achamos ser certo e não nos deixar influencias por quem não vale apena.
    Siga esse caminha pois você está no caminho certo. Parabéns mais uma vez. virei seu fã.
    Beijos de Felipe Andrade, Fortaleza 😉

  • anelise behs

    Garota,voce é o máximo!E de cara dá pra sentir,através de teu texto,que serás uma ótima jornalista.Tudo de bom pra ti.

  • Ana C.

    De um valor inarrável! Voce esta de parabéns por ter se tornado em uma Mulher de verdade.
    Sou Lésbica, moro no exterior e assumi pra minha mãe por telefone em um momento de muita dor e sofrimento e ela simplesmente me abraçou e transmitiu todo o amor de mãe a distancia.
    Muito lindo sua história de vida!
    Beijos!!!!

  • Maria Auxiliadora

    Ai menina! morri de chorar! Não desista, e faça essa carta chegar a sua mãe. Sabe eu tb tenho uma filha lésbica de 23 anos que sempre foi meu orgulho. Quando aos 14 anos eu descobri, fiquei louquinha rsrssr. Não me conformava de como alguem que nunca namorou podia saber do que gostava rsrssr Pura idiotice! Pegava muito no pé dela, mas sempre deixei claro que a amaria de qualquer modo. Imagina uma pessoa que estudou a vida inteira num colegio de freiras, batizada,crismada e casada na igreja católica, com uma mãe que quase foi freira , essa pessoa sou eu(eo sonho de minha mãe era que uma das filhas fosse freira). Ainda bem que nessa fase da descoberta da minha filha, eu ja tinha me desligado da igreja católica. Eu tinha amigos gays, sobrinhos e sobrinhas gays, que sempre apoiei, mas qdo é no teu quintal…..vc imagina o que os amigos vão falar, as dificuldades que os filhos vão ter, realmente não é fácil . Li muito, fui num psicologo e hoje sou uma Mãe pela Igualdade. Continuo tendo muito orgulho de minha filha e ela de mim rsrsrs. Receba meu abraço de mãe. Talvez não seja hoje, nem amanhã, mas vai chegar o dia em que ela vai te pedir desculpas , te abraçar e dizer o orgulho que tem de voce. bjs

  • Thaíssa

    Que depoimento lindo e emocionante.

  • Cristina

    Muito interessante seu texto me vi em alguns parágrafos e sei o quanto é difícil. Eu ainda não criei essa “coragem” pra conversar com minha mãe, que é uma grande mulher, sobre isso.
    Parabéns pelo texto!

  • Amanda Silva

    Quero um dia poder dizer tudo isso pra minha mãe também Jéssica. Parabens pela verdade e coragem nas suas palavras!!

  • Helena

    Parabéns pelo seu texto e por sua coragem de colocar seus sentimentos no papel. Nossa situação é parecida, o que me fez chorar desde o 6 parágrafo. Sou lésbica e moro com minha mãe, sendo que ela só tem a mim e eu e ela. Como a sua mãe, a minha também carrega uma carga negativa da vida nos ombros, e a parte “sei que há muita dor aí dentro de você, mas eu nunca quis ser sua parte ruim” me fez chorar ainda mais, pois ela comparou minha sexualidade com todas as coisas ruins que já aconteceram com ela, colocando minha orientação como a pior de todas. Eu destrui os sonhos dela. Sei disso e isso foi me dito por ela. Três anos ja fazem que ela descobriu que sou lésbica e negou desde o inicio até hoje em dia. E eu para protege-la, mesmo sabendo que é errado, finjo que “a fase passou”, e ela finge que acredita, ou acredita mesmo, não sei. Fico feliz que tenha seguido com tua vida, como eu espero seguir a minha. Ler seu texto me fez me imaginar no futuro, realizando meus sonhos, mas sem minha mãe do lado, e ao mesmo tempo agradecendo por tudo o que ela fez por mim.

  • Sensacional! Você abriu seu coração e com certeza, lendo esse texto, muitas pessoas vão abrir os olhos e parar de tratar homossexualidade como doença.
    Sempre em luta, sempre indo em frente.

  • Excelente depoimento! Forte, emocionante, verdadeiro!

    • Obrigada pelas palavras, Camila!

  • Ana Luísa

    Não sou lésbica, más sou negra. Negros são tratados como se tivessem doenças contagiosas,como se fossemos bandidos, desonestos e outros tantos adjetivos depreciativos, que couber na mente doentia de algumas pessoas.Portanto, não se sinta só, nesta luta para ocupar um espaço, que por direito é seu..

    • Obrigada, companheira.

      Seguimos em luta, sempre!!

  • lara

    Chorei desde a metade desse texto ao lembrar de uma situação que aconteceu na minha casa. A minha irmã é bissexual e quando minha mãe descobriu reagiu como a maioria das mães/pais fazem, confesso que eu também reagi de uma forma muito errada no começo… como você disse “quando é no nosso quintal aí o negócio muda de figura” mas hoje eu apoio e tenho orgulho de ter a irmã que eu tenho.
    Espero que sua mãe tenha lido a sua carta, desejo todo amor pra você e muita força! ♥

    • lara, é complicado né? A gente desde cedo é condicionada para a heteronormatividade, e aí esquecemos que as relações humanas são múltiplas, nem temos brechas de pensar mais além. E daí, acontece na nossa casa. Com uma de nós, e tudo parece desabar… até que, com o tempo, a gente percebe o quão natural é, o quão correto é a pessoa seguir o que ela sente.
      Fico feliz por saber do seu apoio para com sua irmã, isso é absolutamente necessário.

      Muito obrigada, viu?! Todo sentindo bom de volta pra ti!

  • vc está de parabéns. Amei seu texto e, a princípio me identifiquei com sua mãe. Minha filha é bisexual e a amo mais do que tudo na minha vida contudo, lá no início foi bastante complicado simplesmente porque não queria que ela sofresse pois conheço de perto o quanto de sofrimento as pessoas que vão contra o senso comum carregam, o quanto são subjugadas e condenadas por esta sociedade hipócrita na qual vivemos. Sei que provoquei muitas feridas na minha filha mas todas foram tentando protege-la. Não estou, com isto, tentando me livrar do mal que lhe causei mas explicando porque fiz. Hoje somos grandes amigas, companheiras, guerreiras. Sinto um profundo orgulho do ser humano que criei, do caráter que ela tem, da personalidade forte. Sempre digo à ela e a quem quiser ouvir que o que me importa é o que ela faz fora da cama. O que ela faz na cama, com quem faz, o modo como sente prazer? Isso é com ela. Se estar com mulher a faz feliz? Então que seja feliz. E se for com um homem? Então que seja feliz. A sexualidade de cada um deve ser vivida de maneira que cada um seja feliz a seu jeito. Que cada um se ame e se aceite do seu jeito. Você é linda por dentro e por fora, seu corpo é lindo, seu rosto é lindo, seu texto é lindo, seu amor pela sua mãe é lindo. Mas sei que mãe faz falta e penso que deva existir uma lacuna na sua vida que só será preenchida com o abraço dela. Por enquanto, se for possível, se você quiser, receba o meu abraço, que também é um abraço de mãe, de uma mãe que te ama e que te aceita assim, do jeitinho que você é. Te abraço e te beijo, do mesmo jeito que faço com minha filha e te recebo do mesmo jeito que recebo a menina linda que pari ha 23 anos atrás. Sinta-se amparada por esta mãe aqui, que te admira virtualmente. Mil beijos neste ser lindo que é você.
    Telma Lobato

    • Telma,
      que carinho seu comentário.

      Sim, é verdade. A lacuna da mãe nunca fecha, então, me senti muito bem abraçada por você! Obrigada por isso, querida, de verdade.

      Beijossss

    • Evanilda felix

      Muito legal o seu ponto de vista hoje!Beijus!!!!!!