O fato de nossas bailarinas não serem reconhecidas pelo grande público me faz pensar em Amarildo, cujo paradeiro é desconhecido após ter sido levado para averiguação pela PMERJ. Ele que denuncia o perigo histórico de sermos nada mais que um recurso barato, renovável, descartável para que a supremacia brasileira branca funcione perfeitamente bem. Desaparecemos concreta e imageticamente.
  • Aline Djokic

    Charô,
    Agora volto para me corrigir. Pode-se usar o termo supremacia como vc empregou sim. Ele é usado como sinônimo da hegemonia. Eu continuo vendo uma “sutil” diferença, mas deve ser chatice de estudante de Letras.
    Segundo abraço 🙂

    • Aline

      Aline Djokic, na verdade a gente deveria cortar de vez essas novelas da globo, é tanta coisa ruim. Exemplo, repare como os pobres são tratados nestas novelas.
      A globo só pode ter recebido muito dinheiro do governo, pois ela pega em todo buraco até as vezes sem antena. Isso facilita no controle da população, as outras emissoras tem mais problemas de sinal. Tem até denuncias rolando no face sobre sonegação de impostos desta emissora e que o governo não faz nada.

    • Aline Djokic

      Aline,
      eu acho que devemos sempre estar de olho no que mostra a tv, gostamos do que ela transmita ou não. Exatamente por causa do que vc comentou, porque também é usada como formadora de opnião. Porém, também é necessário saber analisar o que está sendo transmitido e como a tv, filmes funcionam. É isso o que eu gostaria, que as pessoas aprendessem a decifrar os códigos com que a mídia trabalha, para assim não acreditarem em tudo o que eles mostram. E outra coisa importante, como eu poderia questionar como eles nos retratam, sem acompanhar um pouco o que eles fazem? A gente vê, e eles fazem da nossa imagem gato e sapato, imagina se não olhassemos?

  • Aline

    Charô,

    Posso fazer uma pequena observação? Você fala da “supremacia branca” qdo na verdade refere-se aos seus defensores. Parece um detalhe sem importância, mas você sabe que tratando-se de racismo, nada é irrelevante.
    Eu vou contar um pouco como eu assisto televisão. Eu não moro no Brasil, assisto muito pouco tv e qdo assisto, são séries, que eu geralmente empresto na biblioteca daqui. Mas vira e mexe eu acabo assistindo algumas novelinhas da Globo na internet. Isso tb faz parte da minha interação com o Brasil, como ex-patriada. E porque eu cresci com novelas, acho a estrutura fácil do folhetim ótima qdo “só” quero me distrair. Além de estudar literatura e esse tipo de mídia tb ser analisado no estudo.
    Mas vamos à minha estratégia como telespectadora. Eu simplesmente não assisto novela que não se esforçam o mínimo em me representar. Sendo assim, na novela os únicos atores negros interpretam empregadas? Não assisto! Na série, o único negro é o bandido? Não assisto! Essa espécie de resitência me traz um conforto imenso. E a certeza de estar de alguma maneira quebrando o sistema de negação do negro.
    A verdade é que eu tenho a possibilidade de escolha, mas e a parte da população pobre, cujo único acesso à cultura se dá através do consumo de telenovelas e séries televisivas?
    Ainda assim, e se nós todas nós começassemos a agir dessa maneira?…

    • Olá Aline, obrigada por seus comentários. Quando falo supremacia branca me refiro a um sistema de coisas, tendo em vista o âmbito midiático nesse caso. Novela, comercial de xampu, de margarina, revista. Tracei a mesma estratégia que você, não consumo e ponto. Imagino que seria lindo se o público me geral fizesse o mesmo. ABraço.

    • Aline Djokic

      Oi Charô,
      eu só comenteu uma vez, os outros comentários são de outra Aline. Vou escrever meu nome completo para não confundir. Agora entendi o que vc quis dizer, mas nesse caso (se vc me permite uma correção), o termo mais correto seria “hegemonia branca”. Assim vc dá a informação de que as minorias são oprimidas por esse grupo, mas que vc não reconhece como legítimo o discurso de “supremacia” deles. Se usamos somente o termo “supremacia branca”, isso pode ser entendido como um reconhecimento da legitimidade do termo. Isso tornaria a luta contra a opressão desse grupo, “apenas” a luta contra algo de que não se gosta, e não contra uma ideologia falsa.
      Um abraço também.

  • Aline

    Queria saber, qual você acha que é a porcentagem real de negros e pardos no Brasil?

    • Adoto os dados do censo de 2010, negros e pardos como maioria. Abs.

  • Aline

    Engraçado(sic), nos EUA dizem alguns dados que são 12 % de negros e você vê tanta diferença em se tratando de dança. Eu assisto o So you think you can dance, o melhor dançarino que vi dançar foi o Russell Ferguson, inclusive ganhou a temporada. Não sei porque essa resistência em colocar negros na tv, nos filmes. Só pode ser racismo, porque você assiste programas como Eu a patroa e as crianças ou Um maluco no pedaço e são ótimos e “não me importa ” se são negros.
    Gostaria de saber sua opinião sobre

    • Defendo que mais negras e negros estejam na mídia. Obrigada por comentar.