O escravo gaúcho, no campo, normalmente se dividia em dois grupos: o da charqueada e o campeiro. A lida de um escravo campeiro, em geral, não era tão ”penosa” como nas charqueadas, visto que se trabalhava a cavalo e entre poucas pessoas. Essa função era vista como perigosa pois a estes cativos eram entregues instrumentos de trabalho e andavam a cavalo sem nenhuma vigilância. Isso reforça o mito de que a escravidão no RS tenha sido mais branda, pois nas charqueadas e nas fazendas cafeicultoras e açucareiras, não se encontrava escravos com tais níveis de “liberdade”, no entanto não há um consenso entre os historiadores a respeito da participação do escravo na atividade pastoril.
  • Oi Letícia, meu nome é Thais.
    Obrigada pelo ótimo texto!
    Moro em Porto Alegre também e estou há algumas semanas pesquisando por blogueiras negras gaúchas, misão bem difícil por aqui…

    Estou com algumas ideias malucas em mente… se puder entrar em contato, estou inserindo meu e-mail nos campos obrigatórios abaixo.

    Grande Abraço!

  • ” Meus heróis não viraram estátua” é um livro bacana que trata desse universo. Feliz por ler teu artigo. Como ainda precisamos crescer… Vamos fazer nossa parte como educadores.

  • letthyssia

    Eliane,

    Estou certa que ainda vais presenciar alguns horrores. Atualmente moro em Porto Alegre, mas creio que no interior a intervenção do MTG ainda seja pior. Mas ficamos de olho!

  • Rosildis

    Nossa, que horror…

    • letthyssia

      Tenso mesmo!

  • Obrigada pelo artigo esclarecedor. Mudei-me recentemente para Porto Alegre (sou do RJ) e estou estranhando um bocado esse tradicionalismo gaúcho. Já presenciei alguns discursos bem racistas proferidos por esses ditos tradicionalistas. Complicado.

    • Ana Castelli

      Realmente é difícil engolir esse tradicionalismo. Eles NÃO param com o bairrismo. Sou mineira e já fui lá várias vezes… Enche o saco. Contam vantagem em tudo.

  • Jose

    Obrigado pelo texto, está mais que na hora de nossos irmãos saberem da verdade!

    • letthyssia

      Já passou da hora José!
      Vamos lá contar a história…

  • Luciana Guimaraes

    Cara Letícia,
    Muitíssimo obrigada por esse texto. Não conhecia essa parte da história e fico muito agradecida de obter essas informações.

    • letthyssia

      Luciana,

      Nossa história sempre foi contada pelos “vencedores”. Nós negros ficamos à parte…
      Está na hora de reescrevermos e contar para as novas gerações os horrores que fizeram com nosso povo, e sim pensar em mudanças!

  • Beleza de artigo. E absolutamente necessário para que cheguemos um dia a ser um povo que reconhecça plenamente sua dignidade. Eu, nordestina, há poucos anos, numa viagem ao RGSul, longa o suficiente para conhecer aquilo que não se mostra aos turistas, fiquei espantadíssima ao descobrir o grande mundo negro que há por lá, um quilombo no meio de um bairro de Porto Alegre, uma forma própria de viver a religião de raiz afro e o grande número de ilês. Descobri, também, que lá eu sou “brasileirinha”… Muito caminho a andar …

    • letthyssia

      Muito temos a desconstruir ainda…
      Tanto na luta, quanto na história.