Como negras, como mães, como podemos ser agentes transformadores dessa realidade? Finalizo o texto ressaltando que o objetivo é propor uma discussão, pois acredito que a partir desse “incômodo” que sentimos e externamos que podemos colaborar para a construção de espaços mais acolhedores para nossos filhos.
  • Atualmente, a Lei de Diretrizes e Base da Educação nacional, garante a entrada de crianças a partir de 4 anos de idade em creches e pré-escolas. Com isso, devemos levar em consideração o quê nossas crianças andam aprendendo tão cedo. Essa é a fase, onde elas estão formando as primeiras concepções do que que é “bonito” e do que é “feio”, “bom ou mal”, é de extrema importância para a formação da sua identidade pessoal!
    Por isso, fiquemos atentos também, aos primeiros comentários, questionamentos dentro de casa dessas crianças. Vale ressaltar, neste momento que além da escola, a família tem o papel primordial neste momento, em fazer a base para a formação de suas crianças.

  • Meninas, sei que talvez não tenha nada a ver com assunto, mas, acho que tem.. Conheci um site e me encantei. Vejam: http://blackgirlscode.org/( nao sei linkar em comentario, sinto muito)
    Uma maravilhosa iniciativa de levar a meninas negras americanas, em situação de vulnerabilidade social, a empoderarem-se através da TI. Eu amei e até fiz um post no meu blog divulgando este maravilhoso trabalho. Bjs

  • Bruna Rosa Dias

    Que texto interessante, Luciene. Eu sempre penso as mesmas questões, e fico pensando em como resolver essas questões. A minha pequena possui 2 anos e falamos como ela é linda ( de fato ela é) e como os cachos e black power dela tb são lindos. As vezes ela pede mamãe quero sair de black pau…Ela já sabe q o pai é preto a mãe é preta e ela é pretinha. Na família ela já fala q tal primo é branquinho. Outro dia ela falou: vó olha minha boneca branca. Minha mãe ñ gostou mas se ela já sabe o nome de tds as cores porquê ñ saberia a cor da boneca? Qto a escola ela ñ vai, mas já visitei algumas e é sempre 1 criança negra apenas por sala, e professora apensas em uma escola, eu encontrei. Por essas questões eu penso 2x antes decidir por escolas particulares, mas como o racismo está em td lugar, e como a pesquisa da Eliane Cavalleiro, do silêncio do lar ao silêncio escolar mostrou o nível das situações racistas que as crianças negras sofriam em escolas públicas da periferia de SP, ficamos novamente em cheque.