Não é diferente o que sofri e o que todos sofremos por se tratar do Estado – o que inclui nós, população civil – nos coibindo a existência, nos matando subjetivamente e fisicamente, com seus agentes cuja função é manter a ordem.
  • AQUI ONDE MORO PASSO POR DISCRIMINAÇÃO EM TODOS OS LUGARES POR ONDE VOU CONFESSO QUE A MINHA VIDA ESTÁ A CADA DIA MAIS DIFÍCIL MAS EM DEUS ENCONTRO FORÇAS PARA ME MANTER DE PÉ E LUTANDO ATÉ O DIA DA MINHA MORTE FORÇA MEUS IRMÃOS NEGROS SÓ DEUS MESMO PARA NOS AJUDAR.

  • Josefa Neves Rodrigues

    Olá Mônica, tudo bem?
    Acompanhei seu caso e infelizmente, trata-se de uma situação “normal” no interior da USP, bem como de outras instituições públicas em São Paulo. Ainda que, de forma velada e camuflada.
    Gostaria de conversar sobre este assunto, pois sou mestranda em História Social e tenho como foco de minha pesquisa, a exclusão das populações negras nas universidades publicas de São Paulo.
    Ficarei imensamente agradecida se você fizer a gentileza de me escrever, pois preciso de sua ajuda no sentido de observar outros caminhos que me levem para outros casos dessa natureza.
    jnrodrigues62@gmail.com

    Abraço.

  • Daniel Mello

    Olá, Mônica,

    Tudo bem.

    Sou jornalista e achei seu relato muito significativo e emblemático. Seu caso tem ligação com o tema de um documentário que estou produzindo. Gostaria de conversar com você. Seria possível? Me escreve, por favor – danielcdemello@gmail.com

    Abraço

  • Mirian Santos

    Mônica, ao mesmo tempo que um acontecimento como este me causa revolta, diante de leis e direitos que dizem legislar contra o preconceito, não me causa nenhum estranhamento. Isso por ser também negra e fazer parte desta pequena estatística de negros que frequentam universidades públicas. Embora eu tenha estudado e ainda estudo em universidades menores, do interior, sinto constantemente essa não autorização, ainda que velada, para frequentar esses espaços e tantos outros. Entendo perfeitamente quando você ressalta a importância de um fato como este vir a público, de forma clara, direta, com testemunhas e sem espaço para duplas interpretações, pois é neste momento que nós pretos podemos apontar essa violência que vivenciamos constantemente, sem que nosso discurso seja considerado um mero discurso de ressentidos, sem a devida fundamentação.
    Receba o meu abraço e a minha solidariedade. Aqui vai o carinho de alguém que sabe o quanto enfrentar isso dói!

  • Ja foi denunciado ? O caso parece passivel de punicao. Procure testemunhas. Gostaria de perguntar se vc ja frequentava o predio e como foi da outra vez que esteve la. Tambem se ha outros colegas negroa em sua turma. Se nao tiver. No curso. Nao é o tipo de coisa que funcionaria com frequencia. Processo facil facil

  • Inacreditável. Hoje ouvi falar que não tem política de cotas ainda na Usp. Desejo muito que passe a ter sim. Para metade dos alunos de medicina serem negros, e bem negros. Aí esses seguranças – que estão errados de todo jeito – não vão mais nem conseguir, nem querendo muito, separar entrada de negros e brancos dentro da faculdade de medicina. Mônica, eu sei que você não me conhece (provavelmente não), e eu não conheço você, e não sei se o comentário é adequado ao seu contexto. Mas não podia deixar de dizer que este é o tipo de coisa que precisa ser denunciado no Disque 100 e no Ministério Público. Conversado com o DA, com a coordenação do curso etc. Senão como as coisas vão mudar? Abraços e boa sorte!

    • Olá, Leonardo, tudo bem?

      Embora não nos conheçamos, fico feliz com a manifestação!
      Sabe que estar aqui é parte de toda a mobilização e mudança que queremos – e que estamos construindo!
      E olhe, suas palavras serão ouvidas, viu?!

      Outros abraços,
      Sorte e luta!
      Mônica