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Mais um caso de racismo na infância

Evidentemente todos os detalhes de mais um episódio de racismo nos causam revolta e indignação, mas também esperança pela profundidade e determinação demonstradas por N., uma menina de 11 anos, uma criança negra, que está dando uma aula de como é importante que a gente não se cale. Não importa com que intensidade o racismo tente nos derrubar. A gente vai reagir.
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Outubro Rosa – Falar de câncer de mama também é falar de racismo

No exato momento em que escrevo, incontáveis mulheres negras estão em tratamento de um câncer de mama. Talvez você ou alguém próxima também esteja passando por uma situação parecida. Então, antes de mais nada, deixo aqui meus sinceros votos de sucesso. Que todas as mulheres, em especial as negras, que passam ou passarão pela doença sobrevivam. Sem racismo, com cuidado e acolhimento que todas precisamos nesse momento.
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Um Egito Negro incomoda muita gente

Usurpar patrimônio africano não basta, também é necessário embranquecer seus sujeitos. Tanto na série José do Egito (atualmente em reprise pela Record) quanto em Êxodo: Deuses e Reis as personagens são majoritariamente brancas. Os realizadores são incapazes de reconhecer que todo um complexo sistema de crenças, filosofia, arte, arquitetura, astronomia e medicina são coisas de preto. Qualquer movimento diferente disso, mesmo a simples hipótese de que os antigos egípcios era negros, é vandalismo demais para aguentar.
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Até o ano que vem, Latinidades!

Nosso muito obrigada às Pretas Candangas, na pessoa de Ana Flávia Magalhães Pinto, jornalista, historiadora, mulher negra de grande sensibilidade e generosidade. Alguém que, apenas com sua presença, nos fazer aprender tanta coisa sobre a vida. Alguém que fala sobre sermos seres gregários, de compartilhar a batalha, de não esmorecer, de fazermos do afeto nossa grande ferramenta de combate. Alguém que é forte e ao mesmo tempo é muito mais que isso. É farol de dignidade, de conhecimento e de ancestralidade.
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As griotes da Diáspora Negra. Relato do Latinidades 2014.

Reverência às irmãs Pretas Candangas e a Griô Produções. Mulheres negras de luta que concretizaram aquilo que antes era apenas uma sonho para muitas. Uma possibilidade que agora é uma realidade palpável de mudança e empoderamento. Durante esses dias tivemos amor, compartilhamos lutas e projetos. Mais uma vez possibilidades que, como disse uma companheira, falam de uma ancestralidade nova e ao mesmo tempo antiga. Obrigada a todas as mulheres da organização, palestrantes e da audiência. Essa é uma experiência de vida que será por nós sempre lembrada com todo carinho e afeto.
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Entrevista Jaqueline Gomes de Jesus, em comemoração ao Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

Creio que a inserção de pessoas trans negras no mercado de trabalho deva partir, primeiramente, do reconhecimento de sua identidade de gênero, isto é, as pessoas trans precisam ser reconhecidas pelo nome e gênero com relação aos quais se identificam. Isso acarreta um enorme desafio social e legal, que está na pauta dos movimentos sociais trans, mas que precisa ser melhor abraçado pelos grupos organizados.
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Somos afrolatinas, elas, tu e eu: vem pro festival Latinidades 2014!

Conosco todas as mulheres negras do lado de cá do meridiano e tantas vezes acima dele, combatendo os mesmos problemas, as mesmas violências. Mais que isso, partilhando conhecimento, arte, cultura, culinária, modos de fazer. Falar sobre o Latinidades não poderia ser que não sobre a celebração desse pertencimento, com a mente voltada para a valorização da oralidade, aquela que torna possível que sejamos ao mesmo tempo nossa própria ancestralidade e o futuro, tudo aqui e agora. Que sejamos, como temos feitos desde tantos séculos, nós as primeiras a contar e escrever nossa própria História.