Mídia

Nota de repúdio ao artista Artur Soares e ao Prêmio Hangar de Música

Quando um artista potiguar abre a boca pra cantar que vai prender a negra na senzala, diz que vai maltratá-la, a manda ficar calada, e por isso ainda vai concorrer a um prêmio, NÃO PODEMOS NOS CALAR, o que, inclusive, ele pede na música! Sobretudo num mês importante como Novembro, marcado especialmente pelos dias 20 (Dia da Consciência Negra) e 25 (Dia da não-violência contra a mulher).

Lésbicas negras e a TV Brasileira: o incômodo que me corrói

Estou farta de ligar a TV e me sentir invisível. Quero ver lésbicas negras retratadas com a mesma delicadeza, beleza que pude ver entre Nico (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano), em Amor à Vida. Quero ver mais personagens como Carolyn (Aisha Hinds) de Under the dome, cuja primeira temporada foi exibida na Globo até o julho deste ano: lésbica negra, em um relacionamento maduro bem resolvido com Alice (Samanths Mathis), com quem tem uma filha.

O lado de cima da cabeça

A democratização da comunicação é uma luta concreta de estudantes e cidadãos que sabem quão importante isso é e seria para a população. Afinal quanto mais crítica a sociedade for, menos desigualdades sociais teremos. O fato é que a “corte brasileira”, detentores das mais poderosas empresas, não fazem a mínima questão de ter uma população pensante.

Editorial Cotas Sim: #NãoSigoaFolha

Diante de nossa luta aguerrida, fica evidente a necessidade de a branquitude defender uma reserva de vagas informal destinada apenas aqueles que tem a cor de pele, entre aspas, correta. No entanto, para nós um pingo é letra. Não nos calaremos diante de quaisquer ataques aos nosso direitos sobre os quais estamos ciosas e cientes mais do que nunca. Manifeste sua opinião. Não siga a Folha para que entendam que continuamos de punhos em riste pela gerência e ampliação de nossas conquistas. Não iremos retroceder nem um passo.

Minha carne não é de carnaval, e nem de Copa do Mundo!

Há algumas semanas acabou o evento mais esperado do ano, a Copa do Mundo da FIFA de 2014. Muito se discute sobre o legado do mundial, que deixou milhares de pessoas desabrigadas em troca da construção de estádios, fez o governo federal investir milhões de reais em policiamento e armamento e mantém até hoje pessoas presas por se manifestarem. Nos estádios, apenas a elite branca e a classe média brasileira, ou seja, pagamos a conta mas quem viu a Copa de perto foram os estrangeiros e os mais ricos.