Educação

Ensinar a pescar não resolve: a debilidade das cotas raciais do Instituto Rio Branco

O projeto afirmativo do Rio Branco é débil por ter sido transformado uma simples cota social inacabada. Não serve nem ao propósito original e não promove a inclusão. Além de não custear adequadamente o estudante negro (o valor mal paga 20 semanas de um bom cursinho preparatório, imagine os livros) força sua entrada por uma minúscula brecha que representa apenas 10% das vagas da primeira fase. Todas as demais etapas são solenemente ignoradas. E pior, sem ao menos verificar quem vivencia de fato a condição estigmatizada de afrodescendente, prática incoerente com os procedimentos adotados na primeira fase de seu processo seletivo.

Mulher negra e universitária

Hoje sou universitária, mas antes disso sou mulher negra! Apesar de muitas vezes fraquejar e querer desistir de tudo, uma força maior me faz persistir e querer revolucionar junto xs companheirxs, aquele espaço, assim como fazemos aqui fora, nas nossas lutas diárias. Afinal, nossa militância não está só em espaço X ou Y: ela está presente no cotidiano, quando não nos calamos, quando resistimos, batemos o pé e lutamos juntxs para ocupar os espaços. Quero um dia poder escrever sobre a universidade que se pintou de negro, favelado, gay, trabalhador, travesti, transexual, mulher...

Sobre o PIMESP: a falsa inclusão

PIMESP não é inclusão, não é ação afirmativa. Isso reforça uma lógica perversa e conservadora, que continua segregando pobres, negros e índios de um espaço do qual eles foram historicamente excluídos: a universidade. A respeito disso, uma notícia recente publicada no portal UOL diz que,